Tendências na Aquisição de Tecnologia para 2026: O Que CFOs Precisam de Saber
15 de janeiro de 2026
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Em 2026, a aquisição de tecnologia deixou de ser apenas um tema de IT ou operações — passou a ser uma decisão central de gestão financeira.
Para CFOs que lideram processos de crescimento internacional, especialmente entre a Europa, a América do Sul e o Médio Oriente, a forma como a tecnologia é adquirida, financiada e implementada tem impacto direto nos fluxos de caixa, nas margens e no risco.
Estas são as principais tendências que os CFOs devem considerar na aquisição de tecnologia em 2026.
1. A Aquisição de IT Tornou-se um Evento de Balanço
Investimentos tecnológicos de grande dimensão comportam-se hoje como transações financeiras complexas. A compra de hardware gera exposição cambial, obrigações fiscais e pressão sobre o fundo de maneio muito antes de qualquer retorno operacional.
Por isso, os CFOs estão cada vez mais envolvidos desde as fases iniciais, garantindo que o investimento é devidamente estruturado — e não apenas aprovado.
2. A Liquidez É Mais Crítica do que a Velocidade
A rapidez continua a ser importante, mas não à custa da liquidez. Pagamentos antecipados por equipamentos que só gerarão valor meses depois criam tensões desnecessárias no capital circulante.
Em 2026, as empresas mais eficientes alinham os pagamentos com marcos reais do projeto — entrega, instalação e entrada em produção.
3. O Risco Cambial Já Não é Secundário
A volatilidade persistente entre moedas como o Euro e o Real pode reduzir silenciosamente a rentabilidade dos projetos.
Os CFOs mais preparados integram a estratégia cambial diretamente na estrutura de aquisição, recorrendo a moedas estáveis e instrumentos de trade finance para reduzir a incerteza desde o início.
4. Estrutura Fiscal e Aduaneira Como Vantagem Competitiva
Direitos aduaneiros, IVA e impostos locais alteram significativamente o custo real da infraestrutura tecnológica. Ainda assim, muitas empresas tratam estes encargos como inevitáveis.
Em corredores regulados como Portugal–Brasil, uma estruturação correta das importações — por vezes através de jurisdições neutras — pode melhorar substancialmente os retornos líquidos, mantendo total conformidade legal.
5. O Trade Finance Passa de Opcional a Essencial
Cartas de Crédito, pagamentos estruturados e financiamento por fases deixaram de ser exclusivos do comércio de commodities.
Em 2026, são ferramentas essenciais para gerir risco, liquidez e desempenho dos fornecedores em projetos tecnológicos de elevado valor. CFOs que integram trade finance ganham controlo sobre prazos, fluxos de caixa e execução.
6. A Aquisição é Global por Definição
As cadeias de fornecimento de tecnologia são globais, mas as estruturas financeiras nem sempre acompanham essa realidade. Os CFOs mais eficazes alinham sourcing, tesouraria e faturação entre regiões.
Estruturas unificadas reduzem fricção, aumentam a transparência e permitem escalar operações sem acrescentar complexidade.
Conclusão para CFOs
Em 2026, o sucesso na aquisição de tecnologia não depende de comprar mais rápido, mas de estruturar melhor.
Os CFOs que encaram o investimento tecnológico como uma transação financeira internacional — e não como uma compra isolada — estarão melhor preparados para proteger liquidez, margens e crescimento sustentável.